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A família de Almirante Petroli Júnior, 63 anos, ex-policial militar condenado pelo assassinato do pecuarista Luís Sorato Neto, esclareceu que ele já está em liberdade e que sua prisão, ocorrida na noite de quinta-feira (13) em Araçatuba, foi motivada por um erro de digitação no processo judicial. Ele cumpre pena em regime aberto.
Segundo uma irmã de Petroli, após deixar a Penitenciária de Tremembé ao ser beneficiado com a progressão depena para o regime aberto, ele informou corretamente à Justiça o endereço onde passaria a morar com a mãe, no mesmo local onde está cadastrada sua empresa de construção civil, bem como registrados equipamentos como máquinas de cartão. No entanto, teria ocorrido um erro de digitação no processo, invertendo os números do imóvel — de 113 para 133 — embora o nome da rua estivesse correto.
De acordo com ela, essa divergência numérica impediu que Petroli fosse localizado durante as diligências, o que levou à regressão do regime para o fechado e à expedição do mandado que resultou na captura. A irmã afirmou que Petroli comparece mensalmente ao fórum e estava com todas as obrigações judiciais em dia.
Após a constatação do equívoco, o ex-policial foi liberado e, segundo a família, voltou ao trabalho como construtor ainda no mesmo dia.
A prisão
O ex-policial militar havia sido detido por volta das 20h48 de quinta-feira (13) em uma residência no bairro Aviação, após confirmação de um mandado expedido pela Vara de Execuções Criminais. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais informaram a esposa sobre a ordem judicial, e Petroli se apresentou espontaneamente, sem resistência ou necessidade de algemas..
O mandado referia-se à regressão de regime em razão da pena restante de 11 anos, 11 meses e 6 dias pelo crime de homicídio.
Condenação pelo assassinato de Luís Sorato Neto
Petroli foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pelo envolvimento no assassinato de Luís Sorato Neto, morto a tiros em dezembro de 2005 no bairro Água Limpa, em Araçatuba. O crime teve grande repercussão, especialmente após as investigações apontarem que a esposa da vítima, Cíntia Magda dos Santos Ribeiro Sorato, teria planejado o homicídio. Ela recebeu a mesma pena.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Cíntia teria contratado os executores com o apoio do ex-PM e de Arlindo Jovino, condenado a 26 anos e 8 meses. Jovino morreu em maio deste ano após confronto com o Baep na estrada do Guatambu.
O crime
O pecuarista foi assassinado ao descer do veículo para abrir a porteira de sua propriedade rural, enquanto Cíntia se afastou do local. Dois homens simularam um assalto e executaram a vítima com tiros na cabeça e no peito. A Polícia Civil concluiu meses depois que o assalto havia sido forjado.