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42 anos: Juri condena casal acusado de matar jovens encontrados degolados

O Tribunal do Júri de Birigui condenou nesta quinta-feira (13), após cerca de 10 horas de sessão, Washington Elias Relíquias de Souza Sarmento pelos homicídios qualificados de Jimmy Pereira da Silva e Caroline Batista Froes, além da ocultação dos dois cadáveres. A pena total ultrapassou 42 anos de prisão em regime fechado, com execução imediata determinada pela juíza.


A companheira dele, Ketlen da Silva Ferreira, que também respondia ao processo, foi condenada apenas pela ocultação dos corpos, recebendo pena de 1 ano, 4 meses e 10 dias em regime aberto, com direito de recorrer em liberdade.
A sessão foi conduzida pela juíza Moema Moreira Ponce Lacerda. O Ministério Público foi representado pelo promotor Rodrigo Mazzilli Marcondes, enquanto a defesa de Washington atuou com os advogados Rodrigo Delgado e Elisangela Ferraresi. Ketlen foi defendida por Jeronimo Júnior, Keilla Dias e Wanderson Santos.
Um dos momentos que chamou a atenção dos presentes foi quando o promotor exibiu áudios enviados por Washington logo após o crime, em que ele pedia dinheiro para deixar o país. Em um dos trechos apresentados, ele afirma: “Menos de uma semana, mano, tá o estado todo sabendo.” Para o Ministério Público, o conteúdo das gravações demonstrou a intenção de fuga e reforçou a autoria.
Foram ouvidos presencialmente o investigador da Polícia Civil responsável pela apuração, o policial militar que chegou primeiro ao local, além do pai e da irmã de Ketlen. O júri acolheu integralmente a tese da acusação.
Ketlen, que ficou presa por cerca de um ano durante o processo, já havia recebido apoio do próprio promotor meses antes, quando ele solicitou sua liberdade provisória por considerar que não havia provas suficientes de coautoria no homicídio — ainda que mantivesse convicção pessoal sobre sua participação.
O crime ocorreu em 22 de novembro de 2023, nos fundos de uma casa na rua Severo Xavier Soares, em Birigui. Segundo a sentença, Washington matou Jimmy Pereira da Silva e Caroline Batista Froes com uso de meio cruel e de recursos que impediram qualquer chance de defesa das vítimas.
Os corpos foram ocultados no próprio imóvel, enrolados em lençol e escondidos embaixo de um colchão. Dias depois, Washington e Ketlen fugiram do país, sendo localizados no Paraguai e posteriormente extraditados para responderem ao processo no Brasil. Como já ficou presa por mais de um ano, Ketlen não voltará para o sistema carcerário.