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O ex-policial militar Almirante Petroli Júnior, 63 anos, condenado pelo envolvimento no assassinato do pecuarista Luís Sorato Neto, em 2005, foi capturado na noite desta quinta-feira (13) em Araçatuba. A prisão ocorreu por volta das 20h48 em uma residência no bairro Aviação, após policiais militares do 12º Baep confirmarem a existência de um mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Criminais.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram até o imóvel e informaram a esposa do procurado sobre o mandado vigente. Ela chamou o marido, que se apresentou espontaneamente. Petroli não ofereceu resistência e não houve necessidade de uso de algemas. Após a captura, ele foi conduzido ao plantão policial e encaminhado ao IML para exame cautelar. Em seguida, seria transferido ao CDP de Lavínia, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O mandado de prisão está relacionado à regressão de regime determinada pela Justiça em razão de condenação por homicídio, com pena restante de 11 anos, 11 meses e 6 dias de prisão.
Condenação pelo assassinato de Luís Sorato Neto
Almirante Petroli Júnior foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pelo envolvimento no assassinato do pecuarista Luís Sorato Neto, morto a tiros em dezembro de 2005, no bairro Água Limpa, em Araçatuba. O crime teve grande repercussão na época, sobretudo após as investigações apontarem que a própria esposa da vítima, Cíntia Magda dos Santos Ribeiro Sorato, teria planejado o homicídio.
Cíntia foi condenada à mesma pena de Petroli — 23 anos e 4 meses. Segundo a denúncia do Ministério Público na época, ela teria contratado os executores com auxílio do ex-PM e de Arlindo Jovino, condenado a 26 anos e 8 meses. Jovino, apontado como um dos intermediadores da contratação dos matadores, morreu em maio deste ano após confronto com o Baep na estrada do Guatambu.
Como ocorreu o crime
Luís Sorato foi morto quando saía de sua propriedade rural, acompanhado de Cíntia. Ao descer do veículo para abrir a porteira, ela deixou o local, enquanto dois homens surgiram simulando um assalto. O pecuarista foi executado com tiros na cabeça e no peito. Meses depois, a Polícia Civil concluiu que o assalto havia sido forjado.